Girassol em flor vira o rosto para a posição do sol.
Mas minha janela a noite percebe muito a escuridão.
Então sento no sofá e me perco.
Olho aquela gente, penso nas outras gentes. E defino escolhas. Minha forma de viver o amor em liberdade.
Não quero ser igual a eles. Não quero ser por natureza humana diferentemente igual.
Fazemos escolhas o tempo inteiro. Por pessoas, por problemas, por coisas, por fome.
Tenho fome do auto-apreço de algumas gentes. Quase todos se perdem.
Eu me perco a noite. Nessas noites.
Antes, só nelas em que me encontrava. Fiquei velha.
Mentira.
Não acredito na velhice da alma. E não é o corpo que me pede cama.
É a cabeça.
Meu coração aguenta muito mais.
Mas se me dou por vencida e me largo na cama, não adianta, sonho com os mesmos vícios que lido no dia-a-dia.
Não quero ser igual. Não quero ser por natureza humana diferentemente igual.
A vida é amor. De todas as cores.