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O céu é grande, minha irmã,
e não cabe na janela, talvez apenas
no macio dos sonhos
que renascer algum dimensiona.
A cidade é grande, e pequena demais
para a retina. A poesia
escorregadia se esconde.
Mas o açúcar pode ser grande no sangue
do homem que não sabe:
que tanto céu não cabe na cidade
de quem não renasce sonhos.
Dois ali, que se esquartejaram pelo medo da perda.
Dois assim, que se perderam no tempo em esquartejo.
Cortejo. Sentimento cortês.
E um para o outro só haviam os dois mesmo,
o resto era azedo, displicência na guerra,
fuzil de avessos. Mas…
quando um era cego, o outro fazia-se conselho,
quando o outro era zero, o um fazia-se materno.
Dois velhos. Duas crianças. Uma dama e um cavalheiro.
Rei e rainha no deserto, espada e paus no se protejerem,
mas o perdido, o motivo do esquartejo, dois como eles
só podiam ser mesmo: ouros e copas.

