You are currently browsing the monthly archive for Junho, 2008.

O céu é grande, minha irmã,

e não cabe na janela, talvez apenas

no macio dos sonhos

que renascer algum dimensiona.

 

A cidade é grande, e pequena demais

para a retina. A poesia

escorregadia se esconde.

Mas o açúcar pode ser grande no sangue

do homem que não sabe:

 

que tanto céu não cabe na cidade

de quem não renasce sonhos.

Dois ali, que se esquartejaram pelo medo da perda.

Dois assim, que se perderam no tempo em esquartejo.

Cortejo. Sentimento cortês.

E um para o outro só haviam os dois mesmo,

o resto era azedo, displicência na guerra,

fuzil de avessos. Mas…

quando um era cego, o outro fazia-se conselho,

quando o outro era zero, o um fazia-se materno.

Dois velhos. Duas crianças. Uma dama e um cavalheiro.

Rei e rainha no deserto, espada e paus no se protejerem,

mas o perdido, o motivo do esquartejo, dois como eles

só podiam ser mesmo: ouros e copas.

Duas irmãs. Duas gerações. Incontáveis possibilidades de escolhas para escrever o caminho. Uma parceria para contrariar os limites e resguardar os sonhos.

 

Junho 2008
S T Q Q S S D
« Mai   Jul »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

Blog Stats

  • 1,741 hits