Sumiram os dias do calendário, desaguaram os ponteiros:

sem coração de tic-tac. Ando entre a pulsação e o não pulso,

sem metrônomo de passos, apenas semáforos de ouvidos:

na escuta e na reverência da dança, sem precisar de “e 1 e 2 e 3 e 4″.

- o ritmo é a própria vida…

Não sei que dia foi ontem, nem qual ou como se seguirá,

sei que hoje toca uma sinfonia orquestrada

e a alma pronta aponta para o agora:

não tenho fome, sou água de beber e de nadar.