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Passarinho
(Tiê)
Como um brotinho de feijão foi que um dia eu nasci,
Despertei cai no chão e com as flores cresci.
E decidi que a vida logo me daria tudo
Se eu não deixasse que o medo me apagasse no escuro.
Quando mamãe olhou pra mim, ela foi e pensou
Que um nome de passarinho me encheria de amor
Mas passarinho se não bate a asa logo pia
Eu que tinha um nome diferente já quis ser Maria
Ah, e como é bom voar
há de se saber se enamorar
com as próprias cores
até transbordar as tintas do próprio pote
e tocar as do outro.
a beleza das diferenças individuais talvez seja essa: a pluralidade dos significados, as possibilidades. Lembrei como quem abre a tela de um filme, o momento em que decidi não levar o peso de papel, foi uma escolha, não um esquecimento: ele me lembrava dias tristes, em que eu silenciava minhas tempestades olhando o céu da janela. Nesse minuto, lendo teu escrito, um peso antigo ficou leve, obrigada.
