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Vim aqui te contar coisas bobas.
Daquelas que a gente conta no dia-a-dia.
Há uns meses um amigo sentou na minha frente, comendo um cachorro quente, e me perguntou como foi meu dia.
Aquilo me soou acolhedor e me dei conta que não era o tipo de conversa que desenvolvi em casa.
Tenho tido trocas permanentes que me questionam ao final do dia, ou mesmo na parte da tarde, a mesma coisa.
Foram minhas conquistas. Todos eles.
E hoje me dei conta que não tenho contado a você como anda minha vida, você preocupada comigo enquanto almoçava, e eu ria por resposta a todas aquelas preocupações.
Tenho tido dias simples, às vezes parece que voam.
Fiz novos, bons, amigos. Que já são velhos de certa forma.
E mantive os velhos também. Uma das qualidades que considero em mim.
Mas queria que você viesse a conhecer todos. Os velhos (de novo) e os novos.
Sei que você procura a essência deles só pra me proteger.
Nesses dias, me preencho de todas as formas possíveis com música.
Pode ser dançando, cantando ou treinando tocar.
É o movimento da música que me faz feliz.
A vibração.
Coisa pouco-grande que só você entenderia.
Vim aqui te contar coisas bobas.
São elas que dão sentido a todas as importantes.
Gosto da rotina e odeio ela ao mesmo tempo.
Conclusão que cheguei só desempregada.
Porque fiz, no desemprego, uma rotina.
Então tenho ao mesmo tempo vontade de fugir e de continuar os hábitos.
E é essa dualidade que tenho vivido.
Na maior parte do tempo me sinto do mundo.
Mas estou tão presa a todos.
Não queria dar o peso que dou a eles.
Mas foi sempre com o peso que aprendi a leveza. E são eles-você que me fazem ser do mundo.
Eu sei que você também tem coisas bobas pra me contar, por isso:
“como foi seu dia?”
